A defesa dos direitos dos vigilantes e demais trabalhadores da segurança privada avançou mais um passo importante nesta quinta-feira (25). Lideranças sindicais de todo o país se reuniram na sede da Polícia Federal, para debater a regulamentação do Estatuto da Segurança Privada — marco previsto na Lei 14.967/2024, sancionada recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O encontro foi conduzido pelo delegado Cairo Costa, coordenador-geral de Controle de Serviços e Produtos da Polícia Federal, indicado pelo diretor-geral Dr. Andrei Passos. Também marcaram presença dirigentes da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV).
Durante a reunião, foi reafirmada a posição de que a fiscalização da segurança privada deve permanecer sob a responsabilidade da Polícia Federal, órgão que historicamente atuou como parceiro na proteção dos trabalhadores e no combate à atuação irregular no setor. O delegado Cairo Costa demonstrou compromisso ao anunciar que ele e sua equipe estarão presentes nos próximos encontros nacionais, fortalecendo o diálogo e garantindo que as orientações cheguem diretamente à base da categoria.
Mobilização é palavra de ordem
Com o Estatuto prestes a ser regulamentado, o momento exige união e engajamento de todos os sindicatos do Brasil. A lei abre caminho para consolidar conquistas importantes — mas, para que “saia do papel”, é essencial que cada dirigente sindical multiplique informações, organize ações e pressione para que os direitos garantidos sejam efetivamente aplicados.
A categoria, que há décadas luta por condições de trabalho mais dignas e maior segurança jurídica, vê nessa fase uma oportunidade histórica de fortalecer a profissão, elevar padrões de atuação e assegurar mais reconhecimento e proteção aos trabalhadores que arriscam suas vidas todos os dias.
“Não é hora de relaxar. É hora de lutar para que a nova lei funcione na prática, chegue a cada vigilante e se torne um divisor de águas para nossa categoria. Seguiremos atentos e mobilizados”, reforça Serafim Camilo, presidente do Sindseg.












